Terras raras, largada com adesivaços, disputa em Ji-Paraná, Expovel suspensa e intervenção no PSB movimentam a coluna
TERRAS DO BRASIL
Ameaçado de extinção, raramente visto atualmente em quintais e florestas e proibido de ser usado comercialmente, o pau-brasil figurou como o mais atraente artigo de exportação da Colônia desde 1511 até rarear no século XIX.
Era o melhor material existente para o fornecimento da vibrante e duradoura tinta vermelha que tingia tecidos de luxo, e a madeira servia para a fabricação de móveis finos e arcos de instrumentos musicais.
O pau-brasil do Brasil Colônia exercia a mesma cobiça no exterior que atualmente as terras raras, das quais o Brasil é o segundo maior detentor de reservas, só abaixo da China.
Nesse sentido, o professor Charles Pennaforte, coordenador do Laboratório de Geopolítica, Relações Internacionais e Movimentos Antissistêmicos da Universidade Federal de Pelotas, afirmou ser necessário evitar que aconteça com as terras raras o que aconteceu com o pau-brasil, que foi apenas um produto de exportação, sem servir internamente ao desenvolvimento do país.
Besteira supor que a pressão do presidente Donald Trump sobre o Brasil se deve a questões “ideológicas”.
O Brasil é um país capitalista em rápido processo de consolidação. Nada a ver com Lula ou o PT, já dominados pelo Centrão: a intenção de Trump e dos EUA é sugar nossas terras raras da mesma forma que Portugal fez com o pau-brasil.
Governo, Congresso e Justiça, entretanto, podem mudar essa história se o desconfiômetro funcionar.
COM ADESIVAÇOS
Os governáveis Adailton Fúria (PSD-Cacoal), Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) e Hildon Chaves (União Progressista-Porto Velho) deram a largada domingo na capital em suas campanhas com adesivaços concorridos.
Fúria, o candidato chapa-branca, esteve acompanhado do vice Everton Leoni e do candidato ao Senado, Luís Fernando.
Hildon Chaves apareceu escoltado pelos irmãos Carvalho: Mariana, que disputa o Senado, e Maurício, candidato à Câmara dos Deputados.
Por sua vez, Marcos Rogério escolheu a Estrada de Ferro, com seu vice Rodrigo Camargo e o prefeito Léo Moraes. A movimentação foi intensa no antigo Talismã e na região do Espaço Alternativo.
A CANIBALIZAÇÃO
Em Ji-Paraná, constata-se um grande processo de canibalismo na disputa pelas cadeiras da Câmara dos Deputados, tendo como postulantes exponenciais o ex-prefeito Jesualdo Pires, o ex-vice-governador Airton Gurgacz, o ex-deputado federal Anselmo Cordeiro, entre outros nomes conhecidos que mantêm redutos também na capital da BR, como o atual deputado federal Lúcio Mosquini, com domicílio eleitoral em Ouro Preto do Oeste.
A disputa intensa também ocorre na peleja ao Senado, com o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), a deputada federal Sílvia Cristina (Federação União Progressista) e Bruno Scheidt (PL).
Ao Senado são duas cadeiras, e quem sair bem na foto em Jipa sai de asas crescidas na campanha.
SEM EXPOVEL
A suspensão de mais uma edição da Expovel em Porto Velho atesta a incompetência das lideranças do agronegócio na capital rondoniense.
No interior, as feiras e exposições são bem-sucedidas, as cavalgadas viram atrações turísticas e, na capital rondoniense, nada dá certo.
Como se sabe, municípios rondonienses como Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena são fortalecidos com suas exposições, vitaminando o comércio, bares, hotéis e restaurantes.
Em Porto Velho, as iniciativas fracassam. Empresários se queixam da falta de apoio da Prefeitura e do Governo do Estado para as exposições locais, mas os órgãos públicos têm mais o que fazer, como cuidar da saúde e da segurança pública, por exemplo.
CRISE NACIONAL?
Ao contrário de grandes redes de supermercados do país, que estão reduzindo suas unidades e demitindo milhares de funcionários, como o Grupo Mateus, Carrefour e Atacadão, o Estado de Rondônia vivencia um período de expansão neste segmento.
Como exemplo, temos as redes Gonçalves, com sede em Jaru; Meta, sediada em Porto Velho; e Nova Era, com sede em Manaus, aumentando o número de unidades em Porto Velho nos últimos anos e gerando centenas de novos empregos.
São tantas contratações que o novo supermercado tem dificuldades para atrair novos colaboradores.
É IRREVERSÍVEL
Constatamos choro e ranger de dentes no PSB rondoniense, que tem na presidência o professor Vinicius Miguel, com a extinção das candidaturas ao Governo estadual, caso de Samuel Costa; da candidata ao Senado, Neidinha Suruí; bem como dos cargos proporcionais à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados pelo diretório nacional.
Não bastasse, o comando nacional designou uma comissão interventora no comando local, com dirigentes emanados de Pernambuco.
Como se sabe, o partido foi obrigado a se aliar ao PT de Expedito Netto na corrida sucessória estadual em Rondônia, face ao acordo nacional firmado com a indicação de Geraldo Alckmin a vice de Lula.
VIA DIRETA
Grandes estrategistas, os marqueteiros que assumiram campanhas ao Governo de Rondônia e ao Senado se espicham para tornar seus clientes competitivos na campanha eleitoral que se inicia.
Os primeiros movimentos já se constatam no horário gratuito. São como verdadeiros técnicos de futebol, obrigados a apresentar resultados para não serem demitidos.
As pesquisas eleitorais vão nortear seus estudos doravante.
Não bastassem o Comando Vermelho, PCC e Pratas do Madeira, também o garimpo ilegal está lançando candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados em Rondônia. É coisa de louco.

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]
AUTOR: CARLOS SPERANÇA





COMENTÁRIOS:





