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Acir Gurgacz critica atual bancada e promete usar experiência em Brasília para enfrentar entraves de Rondônia

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Em entrevista ao Resenha Política, candidato do PDT defendeu revisão do pedágio da BR-364, duplicação com recursos públicos, hospitais regionais e mudanças para solucionar conflitos ambientais

Por Yan Simon - quarta-feira, 02/09/2026 - 10h50

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Porto Velho, RO – A capacidade de articulação da bancada federal de Rondônia foi colocada em xeque por Acir Gurgacz (PDT) durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira. Candidato ao Senado, ele respondeu negativamente ao ser questionado se o Estado possui atualmente bons representantes na Casa e relacionou a avaliação a problemas que, segundo ele, permanecem sem solução.

Entre os pontos citados estão a concessão da BR-364, os conflitos ambientais, a industrialização e a aplicação das emendas de bancada.

“Não cuidaram, por exemplo, do pedágio da 364. Não resolveram as questões ambientais, que são um ponto crucial no desenvolvimento do estado de Rondônia. Não avançaram na industrialização do estado. Não aplicaram bem as emendas de bancada no estado de Rondônia”, afirmou.

A crítica serviu de ponto de partida para Acir apresentar a experiência acumulada no Congresso como um dos principais argumentos de sua candidatura. O pedetista lembrou que exerceu mandato durante governos de diferentes campos políticos, passando pelas administrações de Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Para ele, a representação de Rondônia em Brasília precisa manter capacidade de diálogo independentemente de quem ocupa a Presidência da República.

“Essa polarização não traz nada de bem para o país. A independência é fundamental. É fundamental”, declarou.

Um dos principais exemplos apresentados dessa atuação foi a BR-364. Em vez de defender simplesmente o fim da cobrança de pedágio, Acir propôs alterar componentes econômicos da concessão para reduzir o impacto da tarifa sobre motoristas e consumidores.

O candidato citou uma discussão sobre descontos progressivos conforme a frequência de passagem pelas praças. Segundo ele, o modelo inicialmente apresentado deixava caminhões e ônibus fora do benefício.

Acir contestou essa diferença porque considera que o custo pago pelo transporte pesado acaba incorporado ao preço dos fretes, das passagens e das mercadorias comercializadas em Rondônia.

“É simples, refaça a conta, diminui o percentual do desconto, mas aplica o desconto para todos. Automóvel, caminhão e ônibus”, afirmou.

A segunda alternativa apresentada envolve investimentos públicos na duplicação da BR-364. A proposta é que o Governo assuma parte das intervenções e que os custos correspondentes sejam retirados da planilha utilizada para calcular a tarifa da concessionária.

“A minha proposta é colocar dinheiro do governo para executar essa obra e refazer a planilha de custo que a empresa está cobrando o pedágio. Porque aí baixa o custo do pedágio”, explicou.

Acir afirmou que o contrato permite a execução de melhorias com recursos públicos e mencionou o projeto executivo para duplicação do trecho entre Candeias do Jamari e Pimenta Bueno.

Na avaliação do candidato, acelerar as obras dessa maneira permitiria atacar simultaneamente dois problemas: ampliar a capacidade da principal rodovia do Estado e reduzir o peso financeiro da concessão sobre quem utiliza a estrada.

Ele também sustentou que os efeitos do pedágio não ficam restritos a transportadoras ou empresas.

“É o cidadão comum que paga a conta, sempre”, disse, ao argumentar que os custos adicionais são posteriormente repassados aos consumidores.

Outro tema tratado na entrevista foi a legislação ambiental. Acir recordou sua participação na reforma do Código Florestal durante passagem pelo Senado e defendeu uma nova revisão para solucionar situações ainda existentes em Rondônia.

O candidato citou famílias que ocupam e produzem há duas ou três gerações em áreas posteriormente submetidas a restrições ambientais. Como alternativa, sugeriu mecanismos de compensação que permitam preservar outras áreas sem retirar produtores já estabelecidos.

“Não vamos tirar o sujeito que tá com a sua família, como você diz, na terceira geração, tá ali produzindo, que foi colocado pelo INCRA, não vamos tirar ele, mas vamos pegar uma outra área e transformar em reserva, fazer uma substituição”, afirmou.

Na saúde, Acir defendeu descentralizar a estrutura hospitalar para diminuir a pressão sobre Porto Velho. Entre as propostas estão hospitais regionais em Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena, além do fortalecimento da unidade existente em Cacoal.

Durante a entrevista, o candidato também recordou investimentos destinados ao Hospital Municipal de Ji-Paraná e recursos que afirmou ter articulado para o Hospital Regional de Ariquemes.

A industrialização apareceu como outro desafio que, na avaliação de Acir, precisa de maior ação política. O candidato defende que Rondônia avance na transformação de sua produção dentro do próprio Estado, agregando valor e ampliando a geração de emprego e renda.

Ao longo da conversa com Robson Oliveira, Acir procurou associar essas propostas a um modelo de atuação independente no Senado. Para ele, experiência política e trânsito institucional somente têm utilidade quando permitem destravar projetos, buscar recursos e solucionar problemas que atravessam diferentes governos.

A estratégia apresentada pelo pedetista para uma eventual volta ao Senado passa, portanto, por combinar diálogo com qualquer administração federal, articulação no Congresso e concentração de esforços em questões consideradas estruturais para Rondônia.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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