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CEDECA obtém confirmação de que Rondônia não pediu implantação de programa para crianças ameaçadas de morte

CEDECA obtém confirmação de que Rondônia não pediu implantação de programa para crianças ameaçadas de morte
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Resposta do Ministério dos Direitos Humanos informa que o estado não executa o PPCAAM e depende de articulação com outras unidades da Federação para inclusão de casos

Por Yan Simon - quarta-feira, 30/09/2026 - 22h25

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Porto Velho, RO – O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que não há registro de pedido formal do Governo de Rondônia para implantação do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). Segundo o órgão, também não existem tratativas formais em andamento com essa finalidade.

A informação foi encaminhada em 30 de setembro de 2026 após solicitação apresentada por Vinicius Valentin Raduan Miguel, vice-presidente do CEDECA Maria dos Anjos. A entidade afirma que vem cobrando a implantação e a execução do programa em Rondônia.

O pedido de informações também busca subsidiar uma ação civil pública em tramitação na Vara de Proteção à Infância e Juventude de Porto Velho.

Na resposta, o Ministério confirmou que Rondônia não possui execução local do PPCAAM. Nesses casos, cabe ao Núcleo Técnico Federal avaliar as situações encaminhadas e, quando os critérios de ingresso são atendidos e existe voluntariedade, articular a transferência e a inclusão da criança ou do adolescente em outra unidade da Federação que disponha de equipe responsável pela execução do programa.

Para o CEDECA Maria dos Anjos, esse funcionamento exige atenção ao período existente entre o encaminhamento do caso, sua avaliação e a efetivação das medidas de proteção.

A manifestação encaminhada pelo Ministério não apresenta informações sobre quem assegura a proteção imediata durante esse intervalo nem detalha quais medidas presenciais podem ser adotadas em Rondônia.

A resposta também informou que não foram localizadas comunicações formais dirigidas ao Governo de Rondônia com o objetivo específico de solicitar ou incentivar a implantação do PPCAAM no estado.

Parte dos dados solicitados pelo CEDECA não foi apresentada. Entre as informações ainda não detalhadas estão a distribuição dos casos por ano, o tempo médio de resposta, o período médio para efetivação da proteção e dados objetivos sobre a capacidade operacional do Núcleo Técnico Federal.

O Ministério declarou que o núcleo funciona regularmente e possui capacidade para desempenhar suas atribuições, mas não apresentou informações sobre quantidade de profissionais, volume de atendimentos ou carga de trabalho.

A manifestação também menciona a Nota Técnica nº 27 como fundamento da análise, sem apresentar o documento entre os arquivos encaminhados ao requerente.

Para o CEDECA Maria dos Anjos, as informações obtidas contribuem para o acompanhamento da política pública e para a atuação judicial relacionada à proteção de crianças e adolescentes ameaçados de morte.

A resposta do Ministério ocorre um dia após a Polícia Civil de Rondônia informar que não possui dados sobre crianças e adolescentes ameaçados de morte e aproximadamente uma semana depois de a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão informar, em resposta a pedido pela Lei de Acesso à Informação, que não existe até 2026 ação orçamentária, rubrica ou dotação específica destinada ao PPCAAM no orçamento estadual.

Segundo o CEDECA, a atuação da entidade busca assegurar que crianças e adolescentes ameaçados tenham acesso à proteção com responsabilidades definidas, estrutura adequada e continuidade do atendimento.

A manifestação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania está registrada sob o nº 00105.004315/2026-03. O documento SEI nº 5875278 foi assinado em 28 de setembro de 2026 e comunicado ao requerente em 30 de setembro.

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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