Estrutura feita com materiais recicláveis vai reter resíduos levados pela água e servirá de teste para possível ampliação do sistema a outros canais da capital
Porto Velho, RO – Garrafas, sacolas, embalagens e outros resíduos que chegam ao igarapé Belmont durante as chuvas passarão a ser concentrados em um único ponto antes de seguirem pelo curso da água. A medida começou a ser aplicada com a instalação da primeira ecobarreira de Porto Velho, colocada na rua Silas Shockness, nas proximidades do Pocket Park Paneiro.
A estrutura foi desenvolvida por servidores da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV). A montagem levou aproximadamente um dia e utilizou materiais simples, incluindo componentes recicláveis.
O projeto e a coordenação dos trabalhos de montagem e instalação ficaram sob responsabilidade do arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, servidor da secretaria. Para garantir a flutuação da barreira, foram empregados galões plásticos com tampas vedadas. Uma rede de nylon, com cerca de 1,5 metro de largura e malha pequena, foi incorporada para impedir a passagem dos resíduos.
Cordas de poliamida fazem a conexão entre os galões e mantêm a estrutura ancorada nas margens do igarapé. Argolas e distanciadores também foram utilizados para reforçar a fixação das extremidades.
Com o sistema em funcionamento, os materiais descartados irregularmente e transportados pela água deverão ficar presos na barreira. Dessa forma, as equipes municipais poderão realizar o recolhimento antes que o lixo continue avançando pelo canal.
O prefeito Léo Moraes acompanhou a instalação e afirmou que o igarapé Belmont já havia recebido três ações de limpeza nos últimos meses. Segundo ele, apesar da retirada periódica do lixo, novos resíduos voltam a aparecer principalmente após as chuvas, em razão do descarte irregular.
“Com a ecobarreira, esse material vai ficar retido e depois a nossa equipe vem fazer o recolhimento”, afirmou o prefeito. Léo Moraes também destacou que a participação da população é necessária para reduzir a quantidade de lixo que chega aos canais e pediu que os resíduos não sejam lançados nas ruas.
A instalação também permitirá que a Seinfra monitore o desempenho da estrutura em diferentes condições. Entre os pontos que deverão ser analisados estão o volume de resíduos acumulados, o comportamento da barreira durante os períodos de chuva e a eventual necessidade de ajustes no equipamento.
Porto Velho possui mais de 100 quilômetros de canais e igarapés. De acordo com o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, somente o Canal dos Tanques possui aproximadamente 33 quilômetros de extensão.
Marini explicou que a ecobarreira tem como função interceptar o lixo antes que ele se espalhe pelo curso da água, mas ressaltou que a prevenção depende principalmente do descarte adequado dos resíduos. Segundo o secretário, a primeira estrutura foi produzida pela própria equipe municipal com materiais acessíveis e agora será acompanhada para que seu funcionamento seja avaliado.
“A ecobarreira ajuda a interceptar aquilo que chega ao canal”, afirmou Giovanni Marini ao destacar que impedir o descarte irregular continua sendo a principal medida para reduzir o problema.
Os dados coletados no igarapé Belmont também deverão servir de referência para a Prefeitura de Porto Velho analisar a implantação de estruturas semelhantes em outros canais da cidade. A expansão dependerá dos resultados observados durante o período de testes.
A administração municipal reforçou que a ecobarreira não substitui o descarte correto do lixo. A redução de resíduos jogados em ruas, terrenos e canais diminui a quantidade de material direcionado para a rede de drenagem e para os cursos d’água, especialmente durante as chuvas.
Com informações de: Prefeitura de Porto Velho
AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)
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