Coluna aborda o uso da inteligência artificial contra incêndios na Amazônia, a disputa presidencial, o reposicionamento de lideranças derrotadas para 2028 e os desafios que Marcos Rogério encontrará ao assumir o Governo de Rondônia
Evitando perigos
Há quem tenha muito medo da Inteligência Artificial, embora não revele nenhum temor de coisas perigosas como os talheres, por exemplo. É possível que a IA logo seja mais um talher, pois apesar do que gente criminosa possa fazer com ela, suas utilidades são imensas – inclusive em benefício da Amazônia.
A empresa ZEG (Zero Emission Goal) dispõe em Roraima de uma torre com 60 metros de altura sobre a qual está acionada uma câmera equipada com IA cuja tarefa é identificar sinais de fumaça. Ao identificar algum foco de incêndio, o equipamento dispara um sinal de alerta para a equipe de controle.
Combater incêndios florestais antes que se alastrem, portanto, é uma utilidade magnífica para a Inteligência Artificial. Para o analista ambiental Marlon Maynard, a IA possibilita a análise de informações complexas relacionadas ao clima, permitindo que governos, empresas e instituições tomem decisões embasadas em dados e antecipem riscos ambientais de forma estratégica, de que a ZEG oferece uma excelente amostra.
“A IA pode processar grandes volumes de dados de satélites e sensores para monitorar padrões climáticos e prever eventos extremos”, diz ele. “Pode prever e otimizar o uso de energia em edifícios, veículos elétricos e indústrias, reduzindo desperdícios e emissões”. Há, pois, um campo imenso para seu aproveitamento em benefício do clima e, por extensão, da humanidade.
Segundo turno
Com o difícil desafio de reverter o resultado do primeiro turno presidencial quando o senador Flavio Bolsonaro saiu na frente, o presidente Luís Inácio Lula da Silva se mobiliza com todas as suas forças para o segundo turno. Lula é um verdadeiro encantador de serpentes perante a sua militância e depois da cara de enterro dos amigos mais próximos, dos seus ministros e governadores aliados, já se vê um clima mais otimista para a próxima etapa da eleição. Mas o fato é que quem sai na frente no primeiro turno, sempre ganha a parada depois e o País atravessa uma onda conservadora de Apuí a Chupinguaia, de Bento Gonçalves a Limeira.
Sangue nos olhos!
Os bolsonaristas estão com sangue nos olhos e já contam com uma vitória consagradora do senador Flavio Bolsonaro a presidência neste segundo turno. Os planos vão desde a prisão dos odiados (pelos adversários de Lula) ministros Alexandre Moraes e Flavio Dino e existem aqueles que até falam em mandar de volta a cadeia em Curitiba o atual presidente Lis Inácio Lula da Silva, além é claro da soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro, através do benefício de uma anistia. Aos poucos o Palácio do Planalto pode ficar se assemelhando ao governo do Rio de Janeiro com entra e sai de governadores presos. É coisa de louco!
Lambendo as feridas
Passadas as eleições de 4 de outubro aqueles que foram derrotados estão lambendo as feridas, mas já pensando nas eleições municipais de 2028. Em Porto Velho, por exemplo, se projeta um grande confronto entre o atual prefeito Leo Moraes (Podemos) que acertou nas suas alianças e está com o peito estufado que nem um pombo com a eleição dos aliados, contra o ex-prefeito Hildon Chaves que foi bem na eleição na capital, mas que sucumbiu em todo o interior como já era esperado. Leo elegeu o mano Paulo Moraes Junior a estadual, Hildão não conseguiu eleger a esposa Ieda a Assembleia Legislativa.
No interior
Também no interior do estado, aqueles que perderam as eleições estão fazendo suas contas e se preparando para novos embates, depois de muita tristeza. Em Ariquemes onde o deputado federal Rafael Fera caiu do cavalo, ele já está afiando suas garras contra o clã político Redano. Fera está vindo quente e fervendo para conquistar a prefeitura de Ariquemes e refazer sua carreira política. Ainda em Ariquemes foi constatado a decadência do clã Amorim, já que o patriarca da família, ex-senador Ernandes Amorim não se elegeu deputado estadual penalizado por uma votação sofrível.
Em Ji-Paraná
Favorita até duas semanas atrás, antes da onda bolsonarista – que rolou apenas dois dias antes do pleito – para uma cadeira ao Senado, a deputada federal Silvia Cristina (PP) acabou atropelada pelos representantes conservadores Fernando Máximo e Bruno Scheidt. Está se recuperando do resultado, mas aliados já projetam uma candidatura a prefeitura de Ji-Paraná, onde terá pela frente o prefeito Afonso Cândido a reeleição com apoio do bolsonarismo. Outro político sacudido pelas urnas na capital da BR foi o ex-prefeito Jesualdo Pires que teve grandes avaliações nos seus dois mandatos de prefeito. Jesualdo era cotado para ser um dos mais votados no pleito a Câmara dos Deputados. Também deve entrar na disputa pelo Palácio Urupá, sede da prefeitura local.
Refazendo a carreira
Assim como alguns governadores voltaram a refazer suas carreiras políticas se elegendo prefeitos, cito os casos de Valdir Raupp e José Bianco, se projeta que o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) derrotado na eleição estadual, volte a disputar a prefeitura de Cacoal em 2028. Ele elegeu sua esposa Joliane a deputada federal e quando prefeito chegou a contar na reeleição com mais de 80 por cento de aprovação, um recorde estadual. Jovem, Fúria com grande participação nos debates foi mais uma vítima de uma onda bolsonarista e de um plano Cebolinha do seu articulador Expedito Junior, que apoiava dois candidatos distintos ao governo do estado que eram o próprio Fúria e ao mesmo tempo, seu filho Expedito Neto. Se ele e Leoni não sacaram que isto era uma fria, mereceram se lascar!
No Cone Sul
O Cone Sul rondoniense rachou o eleitorado nos sete municípios polarizados por Vilhena e mais uma vez ficará sem um deputado federal. A região já contou com deputados federais atuantes como Reditário Cassol Arnaldo Lopes Martins e Natan Donadon, mas não tem obtido sucesso na representatividade perante a Câmara dos Deputados. Atualmente o Cone Sul conta com um senador, que é Bagatolli, nenhum deputado federal e reduziu sua presença na Assembleia Legislativa com a derrota da deputada estadual Rosangela Donadon que não obteve a reeleição depois de três mandatos consecutivos.
Via Direta
* O governador eleito Marcos Rogério (PL) vai ficar de cabelos arrepiados quando assumir e verificar a situação das contas do governo de Rondônia. O coronel Marcos Rocha tem economizado até os trocados dos cafezinhos para pagar em dia o funcionalismo público * Que Rogério se prepare para um início de governo sacrificado. A situação exige planejamento desde já, a herança é de lascar *** O Acre esta elegendo governadora e vice-governadora, voltando ao regime de matriarcado político que já teve o comando da governadora Yolanda Fleming nos anos 80, aquela que invadiu a Ponta do Abunã.
Com informações de: Carlos Sperança

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AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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