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OPERAÇÃO SEM DESCONTO
Operação Indébito cumpre prisões e buscas em investigação sobre descontos ilegais em benefícios do INSS

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Ação da PF e CGU, autorizada pelo STF, aprofunda apuração de esquema nacional que pode ter movimentado R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024

Por Yan Simon - terça-feira, 17/03/2026 - 08h15

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Porto Velho, RO – Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (17) no Ceará e no Distrito Federal no âmbito da Operação Indébito, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. A ofensiva tem como foco o avanço das investigações sobre descontos associativos considerados irregulares em aposentadorias e pensões.

De acordo com a Polícia Federal, a ação inclui 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão, além de outras medidas cautelares. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.

A corporação informou que as medidas buscam aprofundar as apurações relacionadas à Operação Sem Desconto. Segundo a PF, o objetivo é esclarecer a ocorrência de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário e práticas de ocultação e dilapidação de patrimônio.

As investigações tiveram início em abril de 2025, quando foi deflagrada a Operação Sem Desconto. Na ocasião, foram identificadas irregularidades em cobranças de mensalidades associativas aplicadas diretamente sobre benefícios previdenciários, especialmente aposentadorias e pensões vinculadas ao Instituto Nacional do Seguro Social.

As apurações apontaram que entidades investigadas podem ter realizado descontos não autorizados que somam cerca de R$ 6,3 bilhões entre os anos de 2019 e 2024. Ainda naquele período, ao menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Na fase inicial da operação, aproximadamente 700 policiais federais e 80 servidores da CGU participaram do cumprimento de mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão em diversos estados e no Distrito Federal. Também foram executadas ordens de sequestro de bens superiores a R$ 1 bilhão, além de seis mandados de prisão temporária.

Com informações de: Agência Brasil, Polícia Federal

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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