Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticam divulgação de conteúdo sigiloso apreendido pela Polícia Federal em investigação sobre o Banco Master
Porto Velho, RO – Durante o julgamento que analisa a possibilidade de prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) fizeram críticas à divulgação de mensagens consideradas sigilosas obtidas em investigação policial.
As manifestações partiram de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que se posicionaram contra o vazamento de conversas encontradas nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro. Os aparelhos foram apreendidos pela Polícia Federal no âmbito de apurações relacionadas a fraudes envolvendo o Banco Master.
Ao se dirigir ao senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão e presente na sessão, Gilmar Mendes afirmou que considera reprovável a quebra de sigilo e a divulgação do conteúdo, classificando a prática como abominável. Na sequência, Moraes declarou que o vazamento das mensagens configura conduta criminosa.
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As conversas, que possuem caráter íntimo e sigiloso, passaram a circular na imprensa após terem sido encaminhadas à CPMI do INSS nas últimas semanas.
No início deste mês, o ministro Alexandre de Moraes já havia negado ter mantido contato com Daniel Vorcaro em 17 de novembro do ano passado. A data coincide com a primeira prisão do empresário, ocorrida durante a Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades no Banco Master.
A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, que teve acesso a registros encontrados pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, apreendido durante a operação.
Com informações de: Agência Brasil
