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SISTEMA PRISIONAL
Dra. Taíssa alerta para risco de crise no sistema prisional e cobra valorização de profissionais de saúde em RO

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Deputada aponta exclusão de servidores do realinhamento salarial e afirma que desvalorização pode impactar diretamente a segurança e a sociedade

Por Yan Simon - quarta-feira, 08/04/2026 - 08h13

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Porto Velho, RO – A possibilidade de paralisação dos profissionais de saúde que atuam nas unidades prisionais de Rondônia foi apontada como um fator de risco imediato ao funcionamento do sistema. Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Dra. Taíssa (PL) afirmou que, caso esses servidores suspendam as atividades, o impacto será direto e poderá comprometer a ordem social.

De acordo com a parlamentar, a permanência desses trabalhadores nas unidades prisionais tem sido afetada pela ausência de valorização profissional. Ela informou que parte da categoria já busca alternativas fora do sistema, motivada pela baixa remuneração e pela falta de reconhecimento. A deputada defendeu que o tema seja levado ao Governo do Estado pelos 24 deputados estaduais, com o objetivo de garantir uma solução definitiva.

A atuação desses profissionais foi destacada como essencial dentro das unidades. São eles os responsáveis por procedimentos como administração de medicamentos, aplicação de soro e outros atendimentos básicos de saúde em um ambiente considerado de alta tensão. Segundo Dra. Taíssa, além das condições adversas, os servidores não recebem o piso da enfermagem, situação que classificou como inadequada.

A deputada também chamou atenção para a desigualdade no tratamento entre categorias que atuam no mesmo ambiente. Ela afirmou que os trabalhadores da saúde enfrentam riscos semelhantes aos dos policiais penais, mas não foram incluídos no realinhamento salarial concedido à segurança prisional. A exclusão de cerca de 100 servidores foi apontada como injusta. Em declaração, destacou que não há distinção de risco entre as funções exercidas dentro dos presídios.

O alerta foi levado ao plenário com a indicação de que a falta de medidas pode resultar em consequências amplas. Para a parlamentar, a precarização do atendimento de saúde nas unidades prisionais pode atingir não apenas os profissionais e os internos, mas também a sociedade como um todo. Ela questionou a necessidade de uma crise para que providências sejam adotadas.

Ao final do pronunciamento, Dra. Taíssa reiterou que continuará cobrando esclarecimentos e ações concretas do poder público. Segundo ela, a correção da desigualdade enfrentada pelos servidores da saúde prisional é necessária para garantir condições adequadas de trabalho e manutenção dos serviços.

Com informações de: Assembleia Legislativa

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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