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ELEIÇÕES
Eleitorado acima de 60 anos cresce 74% e ganha peso decisivo nas eleições, aponta levantamento

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Participação dos idosos aumenta enquanto abstenção recua, ampliando influência da chamada Geração Prateada no cenário político

Por Yan Simon - quarta-feira, 15/04/2026 - 07h24

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Porto Velho, RO – A ampliação do eleitorado com 60 anos ou mais tem alterado o equilíbrio das disputas eleitorais no Brasil, com potencial de influenciar resultados em cenários acirrados. Dados indicam que esse grupo já representa uma parcela significativa dos votantes e tende a exercer papel estratégico nas eleições.

Levantamento da Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados, baseado no Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que o número de eleitores nessa faixa etária cresceu 74% entre 2010 e 2026. No mesmo período, o total geral de eleitores teve alta de 15%. Em termos absolutos, o contingente de pessoas com 60 anos ou mais passou de 20,8 milhões para 36,2 milhões até março deste ano.

A base eleitoral brasileira também se expandiu. Até o momento da coleta, 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a votar nas eleições de outubro, ante 135,8 milhões em 2010. A expectativa é de que esse número aumente até 6 de maio, prazo final para regularização do cadastro eleitoral.

De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, é plausível considerar que o eleitorado mais velho possa ser decisivo. Ele avaliou que, embora não determine sozinho o resultado, esse grupo pode atuar como fator de equilíbrio em disputas polarizadas.

Na eleição presidencial de 2022, a diferença entre os candidatos ficou abaixo de 2 milhões de votos, o que, segundo Tokarski, reforça o peso desse segmento. Atualmente, os eleitores com mais de 60 anos correspondem a cerca de um em cada quatro votantes, o que amplia sua capacidade de influência em cenários competitivos.

O crescimento acompanha mudanças demográficas. A população com 60 anos ou mais saltou de 7% para 16% em três décadas. Em paralelo, esse grupo já responde por 23,2% do eleitorado, refletindo o aumento da longevidade no país.

Outro fator observado é a redução da abstenção entre os mais velhos. Entre os eleitores acima de 60 anos, a taxa caiu de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022. Já no conjunto do eleitorado brasileiro, o movimento foi inverso, com aumento de 19,4% para 20,9% no mesmo intervalo.

Mesmo entre os eleitores com mais de 70 anos, para os quais o voto não é obrigatório, houve maior comparecimento. A abstenção recuou de 63,6% em 2014 para 58,9% em 2022. Segundo avaliação de Tokarski, esse público tende a participar por convicção ou identificação política, sendo considerado estratégico pelas campanhas, assim como os jovens de 16 a 18 anos.

Além do crescimento entre os eleitores, também foi registrada ampliação no número de candidatos com 60 anos ou mais. Nas eleições municipais de 2024, mais de 70 mil pessoas dessa faixa etária concorreram a cargos públicos, o equivalente a 15% das candidaturas. O volume representa o maior já registrado desde o início da série histórica, em 1998.

Nas eleições gerais de 2022, o cenário também foi de recorde, com 4.873 candidatos acima de 60 anos, correspondendo a 17% do total de candidaturas.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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