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OPERAÇÃO COMPLIANCE
STF confirma prisão de ex-presidente do BRB em investigação sobre propina milionária

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Decisão unânime da Segunda Turma mantém detenção de Paulo Henrique Costa, investigado por acordo de R$ 146,5 milhões com banqueiro

Por Yan Simon - sábado, 25/04/2026 - 10h50

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Porto Velho, RO – A manutenção da prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi confirmada por unanimidade pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, tomada no plenário virtual e concluída nesta sexta-feira (24), acompanhou o voto do relator, ministro André Mendonça.

O julgamento teve placar de 4 votos a 0 pela continuidade da detenção. Além do relator, votaram no mesmo sentido os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes. Já o ministro Dias Toffoli, integrante do colegiado, não participou da análise por ter se declarado suspeito.

A investigação que resultou na prisão foi desencadeada no dia 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance, conduzida pela Polícia Federal. A apuração envolve suspeitas de fraudes no Banco Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.

Conforme os dados reunidos pela investigação, teria sido acertado entre Paulo Henrique Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro o pagamento de R$ 146,5 milhões em propina. O repasse, segundo apontado, ocorreria por meio de transações imobiliárias.

No mesmo julgamento, também foi analisada a situação do advogado Daniel Monteiro, outro alvo da operação. Nesse caso, o resultado foi diferente: por 3 votos a 1, ficou decidido que ele não permanecerá em prisão preventiva. O ministro Gilmar Mendes apresentou divergência parcial e entendeu que Monteiro deve cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.

A suspeição de Dias Toffoli no caso foi declarada após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que mensagens encontradas no celular de Vorcaro citavam o magistrado. O aparelho foi apreendido na primeira fase da operação, realizada no ano anterior.

Ainda conforme apurado, Toffoli é sócio de um resort localizado no Paraná, o Tayayá, adquirido por um fundo de investimentos que mantém ligação com o Banco Master, instituição sob investigação.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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