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DISTRIBUIÇÃO DE ROYALTIESSTF retoma julgamento da Lei dos Royalties do petróleo após 13 anos de suspensão parcial

STF retoma julgamento da Lei dos Royalties do petróleo após 13 anos de suspensão parcial
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Supremo Tribunal Federal voltou a analisar a validade das regras de distribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios; julgamento foi retomado após liminar concedida em 2013.

Por Yan Simon - quinta-feira, 07/05/2026 - 08h37

Porto Velho, RO – Após mais de uma década sob efeito de decisão liminar, voltou à pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento definitivo da Lei 12.734/2012, que estabeleceu novas regras para a divisão dos royalties do petróleo entre estados e municípios brasileiros. A análise foi retomada nesta quarta-feira (6), em Brasília, com a apresentação das sustentações orais dos representantes dos estados envolvidos na disputa pelos recursos.

A sessão será continuada nesta quinta-feira (7), quando devem ser apresentados o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, e os posicionamentos dos demais ministros da Corte. O Supremo decidirá se mantém a suspensão parcial da norma ou se autoriza a aplicação definitiva das regras previstas na legislação.

A paralisação dos efeitos da lei ocorreu em março de 2013, quando Cármen Lúcia concedeu liminar em ação movida pelo estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, o governo fluminense argumentou que a redistribuição dos royalties comprometia receitas já previstas, contratos firmados anteriormente e princípios ligados à responsabilidade fiscal.

Segundo os argumentos apresentados pelo estado na ação, as perdas imediatas ultrapassariam R$ 1,6 bilhão, enquanto o impacto acumulado poderia chegar a R$ 27 bilhões até 2020.

Durante a abertura da sessão, a ministra afirmou que o processo é considerado um dos mais sensíveis de seu gabinete. Ela explicou que o julgamento definitivo chegou a ser liberado para análise de mérito em maio de 2014, mas acabou retirado da pauta diversas vezes em razão de tentativas de acordo solicitadas por governadores.

O ministro Gilmar Mendes também defendeu a necessidade de uma definição definitiva sobre o tema. Para ele, o atual modelo de distribuição apresenta distorções que afetam municípios que deveriam receber parcelas maiores dos recursos oriundos da exploração do petróleo.

Segundo o magistrado, “o desarranjo que esse modelo provocou” e as intervenções judiciais sucessivas acabaram gerando um cenário de insegurança. Gilmar Mendes afirmou ainda que o julgamento pode representar o início de uma revisão mais ampla sobre o sistema de repartição dos royalties no país.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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