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CÂMARA DOS DEPUTADOS
Flávio Dino cobra explicações da Câmara sobre viagem internacional de Mário Frias

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Ministro do STF determinou prazo de 48 horas após oficial de Justiça não conseguir localizar o deputado, investigado em apuração sobre envio de emendas parlamentares

Por Yan Simon - quinta-feira, 21/05/2026 - 07h57

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Porto Velho, RO – A Câmara dos Deputados terá 48 horas para informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) detalhes sobre a viagem internacional do deputado federal Mário Frias. A determinação foi assinada pelo ministro Flávio Dino após sucessivas tentativas frustradas de localização do parlamentar por um oficial de Justiça da Corte.

Durante entrevista concedida ao SBT News, Frias afirmou que esteve no Bahrein na semana passada com o objetivo de buscar investimentos para o Brasil. Segundo ele, atualmente está nos Estados Unidos para realizar a prospecção de investimentos voltados à área de segurança pública. O deputado declarou ainda que pretende retornar ao país nos próximos dias e afirmou estar disposto a prestar esclarecimentos.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (20), depois que o servidor do STF não conseguiu notificar o parlamentar em um processo que investiga o envio de emendas parlamentares para uma organização não-governamental ligada à produtora responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com os registros do Supremo, cinco tentativas de contato já foram feitas com Frias e seu gabinete. Na última semana, ao telefonar para o gabinete do deputado na Câmara, o oficial de Justiça recebeu a informação de uma secretária de que o parlamentar estava em “missão internacional”, sem previsão de retorno. Já nesta segunda-feira (18), o servidor esteve em um endereço atribuído ao deputado em Brasília, mas foi informado pelo porteiro do edifício de que Frias não reside no local há cerca de dois anos.

O parlamentar aparece como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória política de Bolsonaro e ainda não foi lançada. O STF conduz uma apuração preliminar sobre um suposto desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Enterteinment, responsável pelas gravações do longa.

O caso chegou à Corte após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral. Em sua defesa, Frias sustenta que não houve irregularidades na destinação das emendas parlamentares e cita parecer da Advocacia da Câmara dos Deputados que apontaria ausência de inconsistências ou vícios formais.

A produção audiovisual ganhou repercussão após o site The Intercept divulgar que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme. Após a divulgação das conversas, o senador negou qualquer acordo envolvendo vantagem indevida e afirmou que os recursos mencionados eram de origem privada.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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