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REDUÇÃO DA JORNADA
Lula critica transição gradual para redução da jornada e cobra votação do fim da escala 6×1

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Presidente defendeu redução imediata da carga semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial e afirmou que parlamentares contrários à proposta precisam assumir posicionamento público.

Por Yan Simon - sábado, 23/05/2026 - 09h27

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Porto Velho, RO – A proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho voltou ao centro do debate político após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (22). Durante entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o chefe do Executivo afirmou que a mudança precisa ser aprovada sem um período de transição prolongado.

Segundo Lula, a defesa do governo é para que a carga semanal passe diretamente de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. O presidente argumentou que uma implementação gradual descaracterizaria a proposta e criticou a possibilidade de alterações anuais pequenas no tempo de trabalho.

O petista declarou ainda que o governo precisará negociar para conseguir apoio suficiente no Congresso Nacional. De acordo com ele, uma reunião será realizada no início da próxima semana com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para avaliar o cenário da votação da proposta.

A comissão especial responsável pela análise da Proposta de Emenda à Constituição na Câmara dos Deputados adiou para segunda-feira (25) a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates. A expectativa é que a votação no colegiado ocorra na quarta-feira (27), enquanto a apreciação no plenário pode ser concluída até o fim da semana.

Além da redução da jornada, o texto em discussão estabelece o fim da escala 6×1, permitindo no máximo o modelo 5×2, com garantia de pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado.

Durante a entrevista, Lula afirmou que o projeto precisa avançar no Congresso e disse que os parlamentares contrários à proposta devem assumir publicamente essa posição. Para o presidente, a medida pode gerar benefícios ligados à saúde e à educação dos trabalhadores.

O chefe do Executivo também comentou outros temas durante a participação no programa. Ele afirmou que o governo segue empenhado em controlar os preços dos combustíveis e defendeu fiscalização rigorosa para evitar reajustes considerados abusivos.

Na área da segurança pública, Lula fez um apelo para que o Senado Federal acelere a votação da PEC da Segurança Pública. O presidente também declarou que pretende vetar o projeto de lei que autoriza o envio de mensagens em massa durante períodos eleitorais.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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