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DIAGNÓSTICO PRECOCE

Porto Velho registra 3.061 casos de malária e reforça ações de diagnóstico e prevenção

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Casos cresceram 8,8% entre janeiro e 15 de setembro de 2026, enquanto equipes ampliam busca ativa, borrifação, testagem e tratamento em áreas com maior transmissão

Por Yan Simon - sexta-feira, 25/09/2026 - 08h56

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Porto Velho, RO – Áreas rurais, ramais e vilas de Porto Velho concentram parte significativa das ocorrências de malária registradas em 2026 e passaram a receber atenção reforçada das equipes municipais de vigilância. Além do acompanhamento das localidades com maior transmissão, o trabalho inclui busca ativa de moradores, borrifação de imóveis, instalação de mosquiteiros impregnados, realização de exames e encaminhamento para tratamento.

O cenário epidemiológico também chama atenção pela circulação do Plasmodium falciparum, parasita associado a formas que exigem maior cuidado clínico. Entre 1º de janeiro e 15 de setembro deste ano, foram contabilizados 213 casos provocados por P. falciparum e outras 31 infecções mistas envolvendo P. vivax e P. falciparum.

No mesmo intervalo, Porto Velho somou 3.061 diagnósticos de malária. O número representa crescimento de 8,8% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

A distribuição dos registros pelo município não é uniforme. A Bacia Leiteira aparece com o maior número de casos entre as localidades relacionadas pela administração municipal, com 157 notificações. Na sequência estão Terra Santa, com 123; KM 13/Santa Helena, com 96; Bairro Novo/BR-364, com 91; Uberaba, com 71; Areia Branca, com 61; Vila Codaron, no KM 13, com 60; Fortaleza do Abunã, com 58; Colônia Viçosa, com 54; e Ramal Castanheira, no KM 14, com 53 ocorrências.

Com a identificação das áreas de maior incidência, Agentes de Combate às Endemias e profissionais da vigilância epidemiológica vêm ampliando as atividades de campo. A estratégia busca encontrar precocemente pessoas infectadas, reduzir o período de circulação do parasita e limitar novas transmissões.

A coordenadora municipal do Programa de Malária, Rosilene Ruffato, explicou que o acompanhamento precisa ser permanente principalmente nas regiões rurais e ribeirinhas. Segundo ela, as equipes monitoram o cenário para fazer com que testagem e tratamento cheguem rapidamente às diferentes comunidades.

A coordenadora também ressaltou que a participação dos moradores interfere diretamente no alcance das medidas preventivas. Entre as ações realizadas nas residências estão a borrifação e a colocação de mosquiteiros impregnados. “O apoio da população é fundamental”, afirmou.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, destacou que prevenção e diagnóstico precoce devem caminhar junto com o tratamento adequado. Ela lembrou ainda que a doença tem cura e afirmou que a atuação conjunta entre moradores e poder público é necessária para reduzir os riscos de transmissão. “O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção são fundamentais para proteger a sua família”, declarou.

O prefeito Léo Moraes informou que as ações municipais estão sendo direcionadas para ampliar a rapidez do diagnóstico e assegurar atendimento aos pacientes. “Estamos reforçando as ações para garantir diagnóstico rápido, tratamento adequado e prevenção”, disse.

Entre as formas de reduzir o contato com o mosquito-prego, do gênero Anopheles, estão a utilização de mosquiteiros, instalação de telas em portas e janelas e uso de repelente. A atenção deve ser ampliada principalmente ao amanhecer e ao entardecer, períodos apontados como de maior atividade do vetor.

Febre alta, calafrios, tremores, dor de cabeça, dores pelo corpo, cansaço e suor frio estão entre os sintomas que podem estar relacionados à doença. Pessoas que apresentarem esses sinais, principalmente após permanecerem em regiões de mata, rios, balneários ou locais com transmissão conhecida, devem procurar atendimento para realização do exame.

A confirmação pode ser feita por teste rápido ou pelo exame de gota espessa. O diagnóstico realizado nas fases iniciais permite que o tratamento seja iniciado mais cedo e reduz a possibilidade de agravamento do quadro.

O tratamento da malária é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Crianças, gestantes, idosos e moradores de comunidades rurais e ribeirinhas estão entre os públicos que recebem atenção prioritária no acompanhamento da doença.

Em Porto Velho, os exames podem ser realizados gratuitamente em diferentes pontos da rede municipal. Entre os serviços de pronto atendimento estão o PA Ana Adelaide, PA José Adelino, UPA Leste, UPA Sul e UPA Jacy Paraná. Também integram a rede de diagnóstico o CEPEM, a DCV/Laboratório Base e a Maternidade Municipal Mãe Esperança, esta com atendimento direcionado às gestantes.

A estrutura disponível ainda inclui USF Ronaldo Aragão, USF Aliança, Ponto de Apoio Agrovila, USF Colônia Nova, USF Cujubim Grande, USF Rio das Garças, UBS Vila Princesa, UBS Terra Santa, UBS Abunã, USF Nova Mutum, USF Nova Califórnia, UBS Gleba do Jamari, UBS Lago do Cuniã, UBS São Carlos, PS Cavalcante, USF Fortaleza do Abunã, UBS Extrema e UBS Vista Alegre do Abunã.

Também realizam atendimento UBS União Bandeirantes, Sala de Est. União Bandeirante, UBS DNIT, UBS Palmares, USF Rio Pardo, USF Calama, UBS Demarcação, USF Nazaré, UBS Santa Catarina e Volante Rio Machado.

A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é para que pessoas com sintomas compatíveis ou histórico recente de permanência em regiões com possibilidade de transmissão procurem uma dessas unidades. A identificação rápida da infecção, aliada ao tratamento correto e às medidas de prevenção, integra a estratégia municipal para diminuir a circulação da malária em Porto Velho.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO)





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