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Fúria se perde em ataques no debate; Netto reforça Lula; Hildon reage; e Raíssa Bento enfrenta ‘artilharia jurídica’

Fúria se perde em ataques no debate; Netto reforça Lula; Hildon reage; e Raíssa Bento enfrenta 'artilharia jurídica'
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Coluna aborda a caça por apoios na reta final, diferenças entre pesquisas, o desempenho dos candidatos no debate, projeções para a Câmara Federal, articulações ao Senado e a disputa política e jurídica de Raíssa Bento

Por Herbert Lins - quarta-feira, 30/09/2026 - 15h44

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Prof. Herbert Lins – MTE 1143

Reta final: começa a caça aos prefeitos, candidatos e lideranças que ainda podem mudar de lado

CARO LEITOR, na reta final da campanha, a disputa deixa as grandes promessas e entra no território da caça aos apoios. Prefeitos, candidatos, vereadores e lideranças políticas viram peças cobiçadas nos últimos dias, quando cada voto passa a ser tratado como decisivo. É a temporada da mudança de lado, das conversas reservadas e das alianças de última hora. Quem antes jurava fidelidade começa a ouvir novas propostas, enquanto candidatos tentam arrancar apoios daqueles que ainda possuem estrutura, grupo e capacidade de transferência de votos. Nos bastidores, ninguém quer parecer desesperado, mas todos sabem que apoio político, a esta altura, pode valer ouro. A reta final transforma aliados em alvos e adversários em possíveis parceiros. No fim, a pergunta não é quem prometeu mais, mas quem conseguiu levar mais gente para o seu lado.

Radar

Na reta final da campanha, conversas se multiplicam. Portas que estavam fechadas voltam a ser abertas e cada liderança com grupo, estrutura e capacidade de mobilização entra no radar dos candidatos com maior peso político.

Fidelidade

É o momento em que a fidelidade política é colocada à prova e as alianças ganham preço e prazo. Quem estava de um lado pode aparecer no palanque do outro e, quase sempre, há uma explicação conveniente para a mudança.

Negociável

Quem tem grupo, voto ou influência entra no radar. E, nesta altura, até aliado fiel pode receber uma ligação “só para conversar” e a fidelidade, como manda a velha política, fica cada vez mais negociável.

Mudança

Nos bastidores, a mudança de lado ganha justificativa nova. Uns falam em “reconhecimento”. Outros, em “projeto político”. Há quem descubra, convenientemente, que sempre esteve do lado de quem agora oferece espaço, estrutura e votos.

Pesquisas

As pesquisas em Rondônia viraram alvo de disputa judicial e questionamentos. Então, fui aos questionários dos institutos para conferir como os candidatos são apresentados ao eleitor e onde podem surgir diferenças na coleta dos dados.

Detalhe

Por exemplo, o Instituto Veritá apresenta ao entrevistado o nome e o número do candidato. Já o questionário da Quaest traz apenas o nome e o partido. A forma de apresentação pode parecer detalhe, mas merece atenção na leitura dos resultados.

Metodologia

Os institutos locais Perfil e Brasil Dados também apresentam apenas o nome do candidato e o partido, sem informar o número. A diferença em relação ao Veritá importa e abre espaço para questionamentos sobre a metodologia.

Resultado

Instituto de pesquisa mede o momento, não o futuro. O resultado de hoje pode mudar amanhã. Há pesquisas que se aproximam da realidade, mas muitas enfrentam dificuldade para alcançar os grotões de Rondônia. E é justamente nesses lugares, longe dos grandes centros, que uma amostra mal distribuída pode fazer diferença no resultado.

Debate

O debate da Rede Amazônica na noite de ontem (29) foi morno e sem grandes novidades. Ainda assim, serviu para o eleitor acompanhar o confronto de ideias, observar estratégias e medir, à sua maneira, o preparo dos candidatos para governar Rondônia.

Pedro

Pedro Abib (MDB) foi, como de costume, muito técnico e também enfadonho. Respondeu aos questionamentos com detalhes, inclusive sobre Confúcio Moura (MDB), seu padrinho político, mas faltou mais conexão com o eleitor.

Hildon

Hildon Chaves (União) tentou provocar Marcos Rogério logo no início, chamando-o de “neném” por não ter experiência de gestão. Comparado a outros debates, o “tiozão da campanha” se saiu melhor ao apresentar suas ideias.

Marcos

Marcos Rogério (PL) teve uma participação serena. Mesmo sendo alvo dos adversários, mostrou domínio de números, dados e do território. Passou a impressão de conhecer Rondônia como quem conhece a própria casa.

Netto

Expedito Netto (PT) fez questionamentos aos adversários e tentou colar sua imagem à do presidente Lula (PT-SP). A estratégia é clara: buscar o eleitor lulista, que não necessariamente se identifica com o PT ou sua estrutura.

Samuel

Samuel Costa (PSB) foi um dos destaques. Ele foi bastante técnico e sereno, respondeu aos questionamentos com dados, números e propostas. Não se perdeu nos confrontos e aproveitou o espaço para apresentar ideias para Rondônia.

Fúria

Adailton Fúria (PSD) começou bem, mas foi se perdendo ao responder aos questionamentos com ataques e assuntos paralelos. No debate, faltou objetividade para enfrentar as perguntas e manter o foco em suas propostas.

Pressão

No fim das contas, o debate não deve mudar sozinho o cenário eleitoral, mas ajuda a mostrar quem consegue sustentar propostas sob pressão. Agora, cada candidato terá de transformar o desempenho no debate em voto e convencer o eleitor até o dia da eleição.

Oportunidade

O próximo debate será amanhã, quinta-feira (1º), no SGC, pela RedeTV. Os candidatos ao Governo confirmaram presença. Será mais uma oportunidade para apresentar propostas, confrontar ideias e mostrar ao eleitor quem está preparado para governar Rondônia.

Projeção

Na coluna de hoje, faço uma projeção sobre quem pode conquistar ou renovar mandato na Câmara dos Deputados, considerando FEFC, atuação parlamentar, emendas, campo ideológico, grupo político, base de apoio, recall eleitoral e pesquisas e já divulgadas.

Força

A análise da disputa para deputado federal parte das nominatas dos partidos e federações, separadas entre as de maior e menor competitividade. A força das chapas será determinante para definir quem terá chances reais de eleição nesta eleição de 2026.

Podemos

O Podemos lançou uma nominata competitiva. Entre os nove nomes apresentados, minha leitura aponta o deputado Rafael Fera e Cristiana Lopes como os nomes mais competitivos para conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados pela legenda.

Expectativas

Entre os demais nomes do Podemos, Jaime Gazola, Pastor Valadares e Euma Tourinho podem não confirmar nas urnas as expectativas. Já Tânia Sena, Dhonatan Pagani, Jair Top Car e Almir do Sindsef entram para ajudar a somar votos à nominata no pleito atual.

Somar

Na eleição proporcional, é preciso uma nominata capaz de somar votos e alcançar o quociente eleitoral. Por isso, o desempenho coletivo do Podemos será decisivo: quanto mais votos a chapa reunir, maiores serão suas possibilidades de transformar força individual em cadeiras na Câmara dos Deputados.

Seguimos

Na coluna de amanhã, seguimos com a projeção das demais nominatas que disputam vagas na Câmara dos Deputados. Na sexta-feira, a análise será das chapas à Assembleia Legislativa, destacando os nomes mais competitivos e seus cenários eleitorais.

Apoiadores

Alysson Cuiabano mostrou força política ao reunir apoiadores em torno das candidaturas de Cássio Gois (PSD), que busca a reeleição para a Assembleia, e Juliane Fúria (PSD), candidata à Câmara dos Deputados.

Amplia

No encontro, Alysson, que já disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Velho, anunciou apoio a Mariana Carvalho (Republicanos) ao Senado. O movimento amplia a articulação da candidata na capital justamente na reta final da campanha.

Potencial

Mais que um apoio individual, a adesão sinaliza a capacidade de Mariana carvalho (Republicanos) de incorporar lideranças com peso político e potencial de mobilização. Na reta final, ampliar grupos e somar estruturas pode ser decisivo para transformar apoio político em votos.

Enfrenta

Raissa Bento (PSD) entrou novamente no radar eleitoral de Guajará-Mirim. Depois de deixar a Prefeitura em meio a uma série de embates judiciais, agora tenta conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa. E, pelo caminho, enfrenta uma forte artilharia política e jurídica.

Desgastar

Nos bastidores, a sensação entre seus aliados é de que há interesses trabalhando para desgastar sua imagem e inviabilizar seu retorno às urnas. Raissa Bento (PSD) nega irregularidades, enquanto processos e decisões judiciais alimentam o debate. A disputa, portanto, está longe de ser apenas eleitoral.

Batalha

A candidatura está deferida nos registros consultados. Agora, Raissa Bento (PSD) precisa sobreviver à batalha jurídica com forças ocultas e a política de ataques dos adversários para provar nas urnas que sua trajetória ainda tem fôlego.

Transformaram

Raissa Bento (PSD) está entre as prefeitas que mais marcaram Guajará-Mirim, ao lado de Isac Benesby – também perseguido por forças ocultas. Ambos transformaram a cidade em um canteiro de obras, enfrentando o abandono para redesenhar a paisagem urbana. Será esse o “crime” de Raissa para enfrentar tanta artilharia política e ter sua reputação colocada em xeque?

Sério

Falando sério, na reta final, a política rondoniense revela que, entre alianças de ocasião, pesquisas questionadas e reputações colocadas à prova, o jogo vai muito além dos palanques. No fim, o eleitor dará a palavra final, premiando quem convenceu e cobrando a conta de quem apostou apenas nos bastidores. Afinal, política é feita de poder, mas a democracia pertence ao eleitor e, é ele quem assina a sentença final.

Com informações de: Herbert Lins

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AUTOR: HERBERT LINS





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