Informa Rondônia Desktop Informa Rondônia Mobile

IMPACTO
Trotes ao SAMU chegam perto de 10% das chamadas e comprometem atendimentos de urgência

🛠️ Acessibilidade:

Relatório aponta impacto direto na resposta do serviço, com ligações falsas ocupando recursos e atrasando socorros reais

Por Yan Simon - quarta-feira, 15/04/2026 - 09h04

Compartilhe
199 compartilhamentos
Facebook Instagram WhatsApp X

Porto Velho, RO – O volume de atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) apresentou crescimento no início de 2026, ampliando a pressão sobre o sistema e evidenciando a necessidade de uso adequado do serviço. Apenas no primeiro trimestre deste ano, foram registradas 6.086 ocorrências, com média diária de 67,6 atendimentos, considerando casos que exigiram regulação médica ou envio de equipes.

Nesse cenário de alta demanda, as chamadas falsas seguem interferindo diretamente na operação. Dados consolidados de 2025 indicam que os trotes representaram entre 7% e 9,7% das ligações mensais. Em janeiro daquele ano, das 1.480 chamadas registradas, 142 foram classificadas como trote, o equivalente a 9,59%. Já em dezembro, o número de ligações falsas chegou a 155, mantendo percentual semelhante, de 9,56%.

Relatório que reúne informações de 2025 e do primeiro trimestre de 2026 mostra que o serviço registrou média semestral de 39 ocorrências reais por dia. Paralelamente, os trotes atingiram média de 4,2 chamadas diárias. Mesmo em menor volume, essas ligações exigem triagem e mobilizam profissionais da central de regulação, o que impacta o fluxo de atendimento.

Entre os registros contabilizados estão ocorrências inexistentes, ligações feitas por engano, quedas de chamadas e atendimentos que não resultaram no envio de viaturas. Ainda assim, todas as situações demandam tempo das equipes e interferem na resposta aos casos reais.

As Unidades de Suporte Básico concentraram a maior parte dos atendimentos, com média de 34,8 ocorrências por dia. Já as unidades de Suporte Avançado, voltadas a casos mais graves, registraram cerca de 4,2 atendimentos diários.

O operador de frotas do SAMU, Fábio Chagas, afirmou que uma das principais dificuldades ocorre logo no primeiro contato, quando informações imprecisas dificultam a identificação do local e da condição do paciente. Ele também ressaltou que os trotes ocupam linhas e podem atrasar o atendimento de quem realmente precisa, exigindo rapidez na filtragem das informações e domínio da malha viária para garantir eficiência no tempo-resposta.

O prefeito Léo Moraes declarou que os trotes colocam vidas em risco e reforçou a necessidade de uso responsável do serviço, destacando que o atendimento deve ser direcionado a quem realmente necessita.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), o número 192 deve ser acionado exclusivamente em situações de emergência, como acidentes graves e problemas cardiorrespiratórios. A pasta também informou que os dados analisados fazem parte de um período de transição tecnológica iniciado em 2025, com a implantação de uma nova plataforma de gestão para ampliar a eficiência no monitoramento e nos atendimentos.

A secretária municipal adjunta de saúde, Mariana Prado, destacou que a comunicação adequada é essencial para garantir agilidade e qualidade no atendimento. Segundo ela, trotes e informações desencontradas afetam diretamente o funcionamento do serviço e podem retardar o socorro em situações críticas. Ela afirmou ainda que o uso responsável do SAMU é fundamental para que as equipes atuem com precisão.

A Prefeitura reforça a orientação para que a população utilize o serviço de forma consciente, evitando chamadas indevidas e contribuindo para que o atendimento chegue com rapidez aos casos de urgência e emergência.

Com informações de: Prefeitura de Porto Velho

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





COMENTÁRIOS: