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OPERAÇÃO TRANSPARÊNCIA

Dino encaminha à PF respostas de PL e PSD sobre indicação de emendas parlamentares

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Valdemar Costa Neto e Gilberto Kassab negaram participação na destinação dos recursos; informações serão analisadas no âmbito da Operação Transparência

Por Yan Simon - terça-feira, 21/07/2026 - 08h48

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Porto Velho, RO – As suspeitas investigadas pela Polícia Federal sobre possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares ganharam novos elementos nesta segunda-feira (20). As manifestações apresentadas pelos presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do PSD, Gilberto Kassab, foram encaminhadas à corporação por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os documentos deverão ser examinados pela PF, responsável por avaliar a necessidade de novas medidas investigativas. Segundo Dino, o compartilhamento permitirá uma análise mais ampla das práticas adotadas na gestão e na indicação desses recursos.

“Considero relevante que tais informações sejam levadas ao conhecimento da Polícia Federal”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que o envio poderá contribuir para a realização dos atos de investigação cabíveis dentro das atribuições da corporação.

As explicações foram solicitadas após Dino determinar que 21 partidos políticos informassem ao Supremo como ocorre a gestão das emendas parlamentares. Valdemar e Kassab foram os primeiros dirigentes partidários a responder à ordem judicial.

A determinação está relacionada à Operação Transparência, conduzida pela PF para apurar suspeitas de desvios de emendas. No âmbito do caso, foram bloqueados R$ 119 milhões em bens registrados em nome do presidente nacional do PL.

Ao ordenar o bloqueio, Dino apontou indícios de que Valdemar poderia ter participado de indicações irregulares mesmo sem exercer mandato parlamentar. O dirigente do PL é ex-deputado federal e, conforme ressaltado pelo ministro, não possui direito de indicar emendas.

Em sua manifestação, Valdemar negou dispor de cotas ou reservas de recursos. Também declarou que não apresenta indicações formais, não decide em nome de bancadas ou comissões e não determina a execução de despesas públicas.

“O presidente nacional do Partido Liberal não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares”, afirmou.

Gilberto Kassab também rejeitou qualquer influência sobre a destinação das verbas. De acordo com o presidente do PSD, nunca houve, durante a existência da legenda, menção à possibilidade de participação dele na escolha de emendas parlamentares.

Agora, caberá à Polícia Federal avaliar o conteúdo das respostas e adotar as providências consideradas necessárias dentro da investigação.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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