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Marcos Rogério e Fúria dominam cálculos do segundo turno; e Rondônia se prepara para eleger o nono governador

Marcos Rogério e Fúria dominam cálculos do segundo turno; e Rondônia se prepara para eleger o nono governador
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Coluna revisita o debate climático e a história dos governadores de Rondônia, aborda o avanço do crime organizado na Amazônia e analisa os cálculos eleitorais para um eventual segundo turno

Por Carlos Sperança - segunda-feira, 28/09/2026 - 15h18

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O dodô perdeu

No fim do milênio passado havia uma disputa do tipo afirmação x negação envolvendo a Amazônia. A afirmação era de que a grande floresta sofreria transformações desastrosas desde o início do terceiro milênio se não fossem tomadas medidas capazes de evitar o apocalipse climático. A negação jurava que a natureza, sábia, daria um jeito de reequilibrar a floresta das consequências do desmatamento e da contaminação das águas.

Não se sabe se havia gente negando a possibilidade da extinção dos dinossauros e do pássaro dodô, mas a natureza da qual se originaram não teve como preservá-los. Atualmente, os ruidosos negacionistas do fim do milênio passado se aquietaram. Não há mais um embate entre apocalípticos e negacionistas, porque embora suas piores previsões não se confirmassem – falavam até no desaparecimento da civilização ocidental – os apocalípticos venceram: conseguiram alertar a ciência de que algo muito ruim estava em perspectiva e hoje estudos criteriosos permitem prevenir e combater as consequências dos desastres ambientais.

Já provado que o aquecimento não era fantasia, o embate atual se dá entre quem acha que o apocalipse climático ainda não veio e é evitável e quem supõe que já veio e não tem mais retorno. A posição mais lúcida é jogar as fichas nas chances de evitá-lo e agir nesse sentido. Embora tenham grande possibilidade de vencer, os apocalípticos pecam por semear desilusão e desistência.

Na história

O Estado de Rondônia vai eleger em 4 de outubro seu nono governador por eleição direta, sendo três deles reeleitos. Na primeira eleição realizada para governador, em 1986, foi eleito o goiano Jeronimo Garcia de Santana. Santana, foi substituído pelo rondoniense Oswaldo Piana Filho em 1990. No pleito de 1994, numa grande reviravolta, logrou êxito o catarinense Valdir Raupp de Mattos e seu sucessor foi José de Abreu Bianco, natural do Paraná, em 1998. No pleito de 2002 começou a Era Cassol, com o catarinense Ivo Narciso eleito e depois reeleito em 2006. Em 2010, chegou ao então Palácio Presidente Vargas o goiano Confúcio Ayres de Moura, também reeleito. Por último em 2014, o coronel Marcos Rocha que foi eleito e reeleito.

Dois nomeados

Ainda na história política de Rondônia, na era estado, tivemos dois governados nomeados. Primeiramente o gaúcho Jorge Teixeira de Oliveira que seguiu no governo, desde a criação do estado de Rondônia em 1981 até entregar o Paço estadual para o paulista Ângelo Angelim nomeado pelo Congresso Nacional em 1985, num fruto do surgimento da Aliança Democrática, unindo no mesmo balaio MDB e PFL, numa articulação que começou pela Assembleia Legislativa de Rondônia. A coalizão seria dissolvida para as eleições de 1986, quando os emedebistas botaram para fora do governo os pefelistas. As duas forças se enfrentariam, no pleito de 1986, com Jeronimo Santana pelo MDB e Odacir Soares pelo PFL.

Domínio do crime

Nos estados da Amazonia, sobretudo em Rondônia, Acre e Amazonas o crime organizado está mudando de estratégias. Tomou conta dos garimpos ilegais –isto acontece também no Mato Gross e Roraima – e lançou candidatos a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados em 2026. Na região Norte se constataram atividades mais lucrativas para suas organizações. Nos garimpos, mesmo com toda a fiscalização, estão saindo toneladas de ouro para o exterior, seja pelas embarcações ou até por pequenos aviões. Com os políticos conseguem a nomeação de centenas de comissionados e entre eles funcionários com cargos elevados em condições de resolver licitações. Além disto, sendo descobertos padecem com penas menores daquelas aplicadas pelo tráfico de drogas. É coisa de louco!

Os favoritos

Numa eleição sempre sujeita a reviravoltas nos últimos dias, teremos seguramente um pleito em dois turnos e os dois candidatos favoritos para a próxima etapa são o senador bolsonarista Marcos Rogerio e o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, também um político conservador, mas não daqueles de ultra direita como Rogério e seu vice Camargo. Rogério está com teto de aproximadamente 35 por cento, que é baixo para o segundo turno, já que teria 65 por cento dos eleitores presumivelmente contrários. Fúria garante que rompeu om o governador Marcos Rocha na capital para melhorar a situação em Porto Velho onde a atual gestão é muito desgastada.

Fazendo a s contas

O comitê de campanha de Marcos Rogerio ainda acredita numa vitória em segundo turno com o envolvimento de toda família Bolsonaro nos dias finais de campanha. Nas contas dos candidatos adversários de Rogerio, quem for ao segundo turno com o bolsonarista leva a melhor pelos seguintes motivos: 1- Os petistas não votam em Rogério nem amarrados. Optariam por Fúria 2 – Seja Hildon ou Fúria, ambos terão a seu favor toda estrutura da máquina do governador Marcos Rocha 3 – O adversário de Rogerio também terá o apoio do ex-governador Ivo Cassol 4 – Os eleitores de outros candidatos poderiam se juntar contra Rogério 5- Sendo Fúria, ainda entra também todo respaldo do Grupo Gonçalves que tem seu fundador com grande popularidade na Bacia Leiteira.

Via Direta

* Revistas cientificas especializadas tem ventilado que abaixo da floresta amazônica, nos estados do Acre, Rondônia e Amazonas existiram civilizações antigas * As prospecções seguem avançando. Abaixo dos hieróglifos amazônicos se constatou a existência de cidades que acabaram desaparecendo * Novas leis endurecem as penas para o roubo de combustíveis. Em Porto Velho os piratas do Madeira seriam os mais atingidos pelas medidas * No Brasil a nova lei mira o crime organizado que já está dominando boa parte dos postos de gasolina e fazendo fortunas com roubos e adulteração dos combustíveis através de grandes distribuidoras.

Com informações de: Carlos Sperança

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AUTOR: CARLOS SPERANÇA





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